Open Source e Business Agility são termos bem comuns entre as pessoas que trabalham com tecnologia e deram grandes contribuições para a Lambda3 nesses 10 anos de trajetória da empresa. O interessante, porém, é observar que uma parte considerável de profissionais que ingressam hoje neste mercado eram crianças quando ambos já eram tendências.

Para os atuais profissionais de TI, é quase inimaginável criar um software sem código aberto. No entanto, o open source como conhecemos hoje, já foi visto como uma tendência revolucionária demais para a área, entre os anos 90 e 2000. De um lado, tínhamos naquela época a burocracia relacionada aos grandes fornecedores de software e os custos com licenciamento, considerados caros. Do outro lado, estudantes que ingressavam no setor queriam expandir a acessibilidade tecnológica, utilizando ferramentas abertas, de gestão de códigos, servidores e sistemas operacionais.

Um dos símbolos desta revolução foi o Napster. Trata-se do grande responsável pela revolução do cenário musical no início dos anos 2000 (mais precisamente em 1999), o primeiro programa de compartilhamento de arquivos online, principalmente faixas musicais, que ganhou popularidade permitindo o download de MP3 e outros formatos de mídia, abrindo caminho para novas ferramentas que surgiram depois, como o Kazaa e o LimeWire.

Apesar de inovador, o Napster teve uma série de controvérsias, especialmente em razão da ilegalidade, em razão da pirataria na troca de músicas, gerando sucessivos processos judiciais que fizeram com que a empresa durasse somente até o ano de 2002. Este caso rende um impacto importante no desenvolvimento de serviços jurídicos, afinal, foi desta forma que surgiram os serviços de streaming que utilizamos nos atuais dias. Esta experiência levou Daniel EK a encontrar uma alternativa legal e, assim, criar o Spotify, que é o aplicativo de música mais popular da atualidade.

Partindo para Agile, grande parte das práticas ágeis que temos hoje – e até inspirações do Scrum –, vieram de Kent Beck, criador do Extreme Programming e Test Driven Development. Foi ele o responsável por inspirar programas aprimorados com o passar dos anos e que hoje são abundantemente usados por profissionais de tecnologia, especialmente os que trabalham com frameworks de teste de unidade.

No início dos anos 2000, uma das principais dúvidas girava em torno de como fazer a entrega de software, pois não existiam ferramentas de testes automatizadas na época. Outro obstáculo vivido naquele período era o acesso a treinamentos, já que eram menos comuns, principalmente no Brasil. Já nos dias de hoje, profissionais agilistas não têm uma formação específica para ingressar no mercado de trabalho, mas o aprendizado contínuo é uma necessidade. O lado positivo é que há uma infinidade de cursos disponíveis, inclusive online, que oferecem certificados em diversas áreas da tecnologia.

Vivemos uma era em que tudo está na nuvem, então pode ser que num futuro próximo o desenvolvimento de software nem precise mais de uma máquina poderosa, e as pessoas sejam menos dependentes de computadores. Além disso, outra aposta são os novos mecanismos de trabalho como o Gig Economy, onde as pessoas mudam rapidamente de trabalho, e o formato freelancer – que pode crescer ainda mais. Estas mudanças apoiam as empresas para que criem recursos para desenvolver sistemas de forma muito diferente, e talvez até melhor.

Até lá, nós, da Lambda3, seguiremos o acompanhamento de tendências, inovações e mudanças na tecnologia para entregar software com a qualidade que nos tornou a referência que somos para o mercado.