Ao longo do tempo a quantidade de dados que geramos e consumimos tem crescido intensamente e, por isso é cada vez mais comum falarmos em Big Data. Aliás, este termo foi usado pela primeira vez em 1997, no entanto, o nome começou a ser usado a partir de 2005, quando Roger Mougalas, da O’Reilly Media publicou um artigo tratando sobre o assunto.

Mas, afinal, o que significa? Fala-se muito, mas poucos sabem de fato o que é Big Data

O que é esse tal de Big Data?

Big Data é o armazenamento de um grande volume de informações que são geradas de várias formas em uma velocidade incrível.

Essas informações são geradas por quem e onde são gravadas?

São informações pessoais geradas em dispositivos mobile, páginas web, gps ou sensores e que além de serem gravadas em nossos dispositivos ou computadores, são gravadas em servidores de sites e aplicações.

Como isso acontece?

Abaixo listamos 3 exemplos:

  1. Pelo Celular: Falando de forma simples, um exemplo de sensor é o toque na tela do celular, o toque é percebido por um sensor de sensibilidade, o estímulo é transformado pelo sistema em um comando ou direcionamento para executar uma ação desejada, essa ação pode gerar dados nos dispositivos, esses dados podem ou não serem gravados em servidores de serviço, isso vai depender de como o sistema foi desenvolvido. Poderíamos falar brevemente sobre os sensores de temperatura que são utilizados para controle de temperatura em maquinários e caldeiras nas fábricas, outro exemplo de sensor é o de movimento é utilizado por sistemas de vigilância acionando o modo de gravação apenas se há movimentação nas cenas, dentre outros.
  2. Pela Internet: Ao navegar na internet, ao fazer uma busca no google por algum produto ou serviço, cada clique é armazenado e essas informações ficam salvas em um histórico de atividades.
  3. Pelo GPS(Global Positioning System) ou Sistema de Posicionamento Global: Hoje temos os aplicativos de mobilidade urbana que utilizam o sistema de rastreamento através de GPS, os mais conhecidos são o google maps e o Waze. Sim, nossos trajetos também são salvos por eles!

Não podemos deixar de falar das redes sociais, elas são as campeãs responsáveis pela coleta de dados. Milhares de pessoas publicam textos, fotos e vídeos, curtem e compartilham a todo instante.

A empresa  Domo lança anualmente desde 2013, um relatório chamado Data Never Sleep(os dados nunca dormem), esse relatório mostra os dados gerados por minuto ao redor do mundo,  estima-se que em 2020 cada pessoa no mundo gerará em média, cerca de 1.7 MB de dados por segundo.

Porque os dados são tão importantes?

Até pouco tempo atrás, as decisões eram tomadas intuitivamente ou seja, os gestores visionários eram meio “vida-louca” e arriscavam tudo em seus palpites, tendo apenas análises de relatórios de dados históricos de vendas x faturamento, o que levou muitas empresas ao sucesso e muitas ao fracasso.

Há um filme chamado “What woman want” que traduzindo é, “O que as mulheres querem”, onde o protagonista é o ator Mel Gibson, no filme ele começa a ter o dom de ler o pensamento das mulheres e passa a tirar vantagem disso antecipando suas ações conforme o pensamento delas. Esse filme foi lançado em 2000, e até hoje é utilizado para o ensino de Marketing Estratégico. Sabemos que entender o comportamento do cliente, seus hábitos, gostos, poder aquisitivo, lugares que frequentam, são as informações que as empresas sempre sonharam em ter, seria como no filme, ter o poder de saber o que o cliente pensa ou deseja.

Há muitas formas de utilizar essas informações apoiando a tomada de decisão das empresas.

As empresas podem usar meus dados? 

Infelizmente durante muito tempo não houve uma regulamentação de dados para colocar regras e proteger as informações pessoais.
Com a entrada da Lei GDPR (General Data Protection Regulation) que traduzido significa Regulamento Geral de Proteção de Dados que entrou em vigor em maio de 2018 na União Européia, mediante essa lei, o governo garante o direito à privacidade e proteção dos dados pessoais dos cidadãos europeus.No Brasil a chegada da lei LPDP (Lei Geral de Proteção de Dados) garante aos brasileiros a proteção dos dados pessoais inclusive nos meios digitais.As empresas continuarão utilizando nossos dados mediante autorização pessoal, algumas já estão solicitando o aceite de um novo termo de uso dos serviços, mas ainda há muito o que aprimorar nessa área de Governança de Dados. 

 

“Dados” O novo petróleo!

Quem nunca ouviu falar essa frase? Sim. A nova fonte de Petróleo está nos Dados.

Ter os dados de comportamento do cliente em mãos hoje, ajuda as empresas a extraírem valor para apoiar as decisões estratégicas dos gestores baseadas em dados através de resultados de algoritmos preditivos, ou seja, é possível matematicamente falando, processar essas informações e prever a probabilidade de futuras ações do cliente em vários segmentos como tecnologia, mídia, varejo, serviços financeiros, viagens, entre outras.  Nasce aqui a nova profissão de Cientista de Dados, o profissional responsável pela Engenharia e Processamento de todo esse Big Data utilizando Machine Learning(Aprendizado de Máquina) e Artificial Intelligence (Inteligência Artificial), mas isso abordaremos em outro momento. 

 

Referências utilizadas para a criação deste artigo:

https://brasilescola.uol.com.br/fisica/touch-screen.htm
https://myaccount.google.com/intro/activitycontrols?hl=pt-BR
https://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2013/12/historico-de-localizacao-do-google-maps-mostra-por-voce-ja-passou-veja.html
https://web-assets.domo.com/blog/wp-content/uploads/2018/06/18_domo_data-never-sleeps-6verticals.pdf
https://gdpr-info.eu/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709.htm