Seis meses que por sinal passaram num piscar de olhos!

O tempo é de fato algo muito relativo. Embora seja quantitativamente igual para todos, afinal, nossos dias possuem 24 horas, anos 365 dias e etc, a maneira como o utilizamos faz toda a diferença.

No meu caso, o tempo de trabalho na Lambda 3 embora curto até esse momento,  rendeu e continua rendendo experiências bastante significativas tanto pessoal, quanto profissionalmente. Experiências essas que talvez demorassem muito mais para serem vivenciadas em outro contexto.

A ideia desse texto é expor essas experiências mencionadas e salientar o quanto a combinação de pessoas interessadas e empresas estimulantes tem tudo para dar certo.

Vamos lá!

1.Trabalhei em uma cidade diferente 

Até então sempre havia trabalhado na mesma cidade em que residia. Talvez pelo fato de sempre ter morado em lugares relativamente grandes e com boas oportunidades.

Trabalhar em outra cidade demanda uma logística completamente diferente e fatalmente impacta em toda a sua rotina. Desde a escolha da roupa que vai vestir até  os horários em que você vai se alimentar, passando pelas horas de sono. O tempo “livre” fica bastante reduzido ou desaparece mesmo. A estratégia é otimizar o que tem disponível para que não deixe de fazer o que gosta e o que precisa, além de trabalhar.

Essa alternativa é bastante conhecida mas de fato, o tempo gasto nos percursos são os mais práticos de serem utilizados para estudar, por exemplo. Você nunca mais mais ver aqueles 20 minutos no metrô da mesma forma… Exceto se for em horário de pico, mas isso vale (ou não) um outro post. Como utilizo fretado, as viagens são mais longas e o tempo para esse fim torna-se um pouco maior. Para mim, a qualidade do estudo não é a mesma, mas ok, atende.

Momentos de cansaço extremo também passam a ser bastante comuns e até perigosos, porque é nessa hora que automaticamente surge o questionamento: “Será que vale a pena?”. É importante pensar nessa resposta com serenidade. Dependendo do seu objetivo com essa mudança, pode de fato não valer. Mas pode também ser uma dúvida vinda apenas do cansaço que pode ser solucionada com uma boa noite de sono.

Falando em objetivos, tê-los claros é fundamental para a escolha do melhor percurso até seu alcance. Como disse o coelho para a Alice: “Para quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve.”. As vezes você realmente pode estar se desgastando em algo que não vai te ajudar a chegar onde deseja.

A escolha por vir para São Paulo se deu por diferentes motivos. O contato com pessoas, ideias, lugares e consequentemente experiências diferentes, talvez tenham sido os maiores.  Teve a questão salarial, também com sua importância, já que por aqui a remuneração tende a ser maior do que em outras cidades, mas que sozinha não se sustenta.

Sendo assim, com expectativas sendo alcançadas, mesmo com as intempéries no meio do caminho, tem funcionado e os resultados sendo bastante positivos.

2.Palestrei em um evento para a comunidade

E não pensei que fosse gostar tanto!

Sempre defendi que conhecimento deve ser compartilhado. Se fica estagnado no isolamento de nossas mentes, simplesmente morre. Compartilhando o que sabemos e absorvendo o que outras pessoas dividiram, o conhecimento cresce, se fortalece e se expande. E isso sem o menor intuito, ao menos de minha parte, em se chegar a verdades absolutas.

Nunca pensei, pelo menos não em tão rapidamente, estar compartilhando o conteúdo que eu possuía. O considerava pouco e talvez até irrelevante. É a velha armadilha que nos oferecemos e infinitas vezes caímos de minimizar nosso potencial. Na maioria das vezes não ocorre conscientemente e por isso devemos ficar sempre atentos e avaliar se não estamos nos autossabotando. Se a proposta surgiu e sente que não conhece tão bem o tema, vá atrás de se aprofundar. Se é insegurança, respira fundo e vai! Sei que não é fácil, mas vale o esforço.

Aqui na Lambda 3 ouvi muitas vezes que por menor que seja o conhecimento que se tenha sobre determinado assunto, ele pode ser o suficiente para ajudar alguém que não tenha nenhum, merecendo ser compartilhado. Isso só reforçou o que sempre acreditei e me estimulou a encarar o desafio e a estar disposta a palestrar mais vezes.

Ah! Minha estreia na comunidade ocorreu no DevOps Summit Brasil em maio desse ano, com a palestra “O Scrum não vai resolver todos os seus problemas”, que apresentei junto com a também agile coach aqui da Lambda3, Vanessa Tonini. 

3.Escrevi artigos 

A escrita de artigos com conteúdo sobre agilidade, segue o mesmo princípio aplicado sobre a questão de palestrar. Descobriu algo interessante, viveu uma situação significativa ou qualquer outra coisa do tipo, que possa auxiliar outras pessoas, vá lá e compartilha!

No começo, há uma dificuldade natural sobre o que falar, como falar, que meio utilizar e dúvidas afins. Para contornar isso, é bacana conversar com pessoas que já possuem maior familiaridade com esse tipo de escrita, que leiam bastante e que compreendam o cenário que deseja compartilhar, para dar esse apoio inicial. Foi o que aconteceu comigo aqui na Lambda 3. Há o estímulo para fazer coisas diferentes, mas também o respaldo para a execução. 

A medida que isso for acontecendo e novas experiências forem surgindo, seu conteúdo tenderá a ficar mais consistente, atingindo a públicos cada vez mais maduros, além de te prover maior segurança nessa tarefa.

O primeiro artigo que escrevi foi o “Relatos de uma Scrum Master recém – chegada”, com minhas percepções sobre os primeiros momentos da minha atuação. Ainda não o compartilhei, mas me comprometo a fazê-lo o quanto antes. Oficialmente, meu primeiro post publicado no blog foi: A primeira Inception a agente nunca esquece . Dá uma olhada lá. 😉

4. Revisei palestras

Se havia um certo bloqueio em palestrar, imagina em revisar palestras de outras pessoas que até então julgava serem “gurus” da agilidade com altas experiências e conhecimentos suficientes para resolver todo e qualquer tipo de problema?

Mitos desconstruídos, me inscrevi e fui aceita como revisora das submissões ao Agile Brazil 2016. Também não fazia ideia de como esse processo funcionava e foi outra novidade que gostei bastante. Muitas pessoas envolvidas, tanto submetendo suas palestras, quanto revisando-as e a responsabilidade de auxiliar a construção de um evento de grande valor para a comunidade.

Inicialmente, sempre há aquela sensação de “Como recuso essa palestra? Pode ser que alguém tenha interesse.”. Mas tendo claro os objetivos do evento, a proposta da edição e que critérios são avaliados, as revisões acontecem de forma mais tranquila.

O processo foi todo online e havia um limite de revisões por revisor, evitando que os resultados ficassem comprometidos, sob o ponto de vista de uma ou pequeno grupo de pessoas com um maior número de revisões. Mais uma visão de bastidor que não conhecia.

Agile Brazil 2016 – 7, 8 e 9 de novembro em Curitiba/PR!

5.Atuei como voluntária 

Voluntariado é outra coisa que me atrai. Talvez até com uma visão um pouco egoísta, acredito que nós sempre ganhamos muito mais do que o lugar ou a pessoa que está recebendo nosso tempo e dedicação, além de nunca sairmos dessas experiências da mesma forma como entramos.

Há algumas semanas surgiu a oportunidade de atuar como voluntária no TDC SP 2016. Foi incrível! Além de poder acompanhar as palestras de perto, pude ter uma visão bem diferente do funcionamento de eventos desse porte, a partir dos bastidores. Organização, dificuldades e desafios são bem diferentes de quando vemos “de fora”.

Embora a atuação como revisora do Agile Brazil também sido voluntária, foram experiências bastante diferentes por, no caso do TDC, ter atuado no evento no momento de sua realização de fato e no Agile Brazil ter sido na fase de avaliação das palestras.

Atuei como assistente de trilha na de Dinâmicas e Facilitações, auxiliando os palestrantes e coordenadores nas suas atividades.

6. Participei da organização de eventos

Também nesse período surgiu a oportunidade de participar da organização de alguns eventos, algo que não tinha tão em mente, considerando muitos dos princípios já expostos ao longo desse texto.

Diferentemente do voluntariado no TDC, onde estive “na hora da festa”, e do Agile Brazil onde participei de uma fase isolada, nesses casos pude/estou podendo participar de todo o processo.

Um deles foi o devbeers, que tem como objetivo bancar algumas cervejas para desenvolvedores conversarem e trocarem suas experiências. Esse evento já ocorre em algumas cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e conseguimos levá-lo para Campinas, onde a primeira edição aconteceu em julho e já estamos organizando a próxima, prevista para setembro. Apesar de todas tensões e incertezas de uma primeira edição, foi um sucesso! Estamos trabalhando para que as próximas também sejam.

O outro evento em que me envolvi na organização foi o Caipira Ágil, que reúne, também em Campinas, palestras e workshops com um conteúdo voltado para agilidade. O grande trunfo que percebo no Caipira é levar conteúdo de qualidade para fora da capital a um custo bastante acessível. Outra grande experiência extremamente enriquecedora que, além do aprendizado que proporciona, apresenta pessoas muito bacanas.

Caipira Ágil – 24 de setembro em Campinas/SP!

O mais importante disso tudo, é que foram algumas das oportunidades que surgiram ao longo desses seis meses, associadas ao meu trabalho e que tive a iniciativa de aproveitar. Embora esteja no contexto profissional, não foi uma imposição vinda da Lambda 3. É nessa parte que entra a combinação que comentei no começo do texto. Se uma empresa oferece, divulga novas possibilidades mas a pessoa que atua nela não tem interesse, não há efeito.

Outra questão de grande relevância é o fato de estarmos confortáveis com o que nos propomos fazer. Participar de qualquer atividade sem um desejo honesto de realizá-la, também compromete toda sua efetividade.

Espero ter ainda muitas outras possibilidades para experimentar, além de melhorar naquelas que já atuei!

Até mais!