Mais um ano, mais um Agile Brazil!

Neste ano o evento será em Curitiba, em Novembro, e o tema será De volta às origens. Talvez o principal motivador para tal tema seja a percepção de que, com os anos, podemos estar perdendo as motivações iniciais com o desenvolvimento ágil, e entrando numa espiral descendente de preciosismos e brigas sobre qual metodologia é melhor. Minha opinião sobre essa briga? Não importa, tudo besteira pra chamar atenção.

Como acontece todos os anos, centenas de pessoas submetem propostas para o evento, na esperança de terem suas palestras/workshops/duelos aceitos e poderem apresentar seus trabalhos no evento. Normalmente polêmico, o processo de review das submissões é aberto para toda a comunidade participar, e os reviewers ajudam track leads na avaliação das submissões. Se a sua submissao for aceita, você poderá palestrar!

Bem, e porque esse post então? Pra fazer um Jabá das submissões que fiz pro evento! E aproveitar para ampliar as discussões que podem surgir do conteúdo, que com certeza não estarão restritas ao evento.

Encaminhei 3 propostas:

Uma métrica que importa

Resumo: Ainda que controversas, métricas estão no cerne de todo o processo de melhoria contínua e amadurecimento de times e organizações. Cada contexto de negócio possuí uma métrica necessária para o entendimento e alavancagem das expectativas de crescimento e entrega. O segredo está em analisar, decidir e coletar dados de acordo com a realidade do seu cenário atual.
A idéia por trás do conceito de Uma única métrica que importa(OMTM) é encontrar o indicador correto para um dado instante, a partir do tipo de negócio que você está inserido no momento. De modo geral, você realmente deve focar em somente uma métrica chave por vez, mesmo que no decorrer do tempo ela mude devido à realidade do seu projeto ou seu negócio.

Nota: A idéia é evoluir dentro das discussões e estudos sobre métricas que estou fazendo dentro da Lambda3, complementando a apresentação feita no DevOpsSummit Brasil deste ano. Vou tratar de um conceito Lean chamado One Metric that Matters, e como o seu contexto de negócio, situação organizacional e momento de vida podem influenciar as métricas de sucesso da sua empresa.

Triunfos da Experiência – Fracassos e mais fracassos

Resumo: Nem só de sucesso vive uma empresa Ágil. Através de projetos mal sucedidos, experiências falhas e muita tentativa, aprendemos muito sobre como conduzir projetos ágeis no mundo Real. Como uma empresa de outsourcing, que é contratada para realizar projetos e entregar valor onde outros falharam, gostaríamos de compartilhar as práticas que hoje nos permitem ser mais produtivos, eficazes e eficientes. Acreditamos que muitas dessas experiências podem ser úteis para inúmeros times que neste momento enfrentam desafios maiores que o escopo de seus projetos.

Nota: Empreender é sobre fracasso. Experiência é sobre fracasso. Aprender é sobre o fracasso. Estar pronto para aceitar e refletir sobre os fracassos cometidos é parte do nosso amadurecimento como empresa. Com varios projetos entregues, a Lambda3 comete muito erros. A gente tenta o mais rápido possível descobrir sobre tais erros e corrigí-los para que no futuro possamos crescer. Esta será uma apresentação rápida sobre onde erramos no nosso dia-a-dia, o que descobrimos com tais erros e quais as soluções saíram desse bolo amorfo de experiências não tão bem sucedidas. Vem rir um pouco (ou chorar) e entender mais sobre como atua uma empresa Ágil.

Hierarquia e Auto-organização lado a lado, como a Sociocracia pode ajudar?

Resumo: Muitos times ágeis sofrem do desencaixe do modelo ágil de trabalho e estruturas organizacionais hierárquicas. Baseada em auto organização e processos interativos, times podem enfrentar muitos problemas com o tradicional modelo top-down das empresas. Consequentemente, não é incomum que Agilistas acabem por promover a existência de empresas ágeis que funcionem sem hierarquica, que também pode levar a problemas como falta de alinhamento e a sistemas ainda mais complexos de gestão.
Nem todas as empresas precisam passar por essa transição.
Nessa sessão propomos o uso do processo Sociocrático como uma solução. Você aprenderá os princípios de processos de decisão compartilhada e estruturas hieráquicas duplamente linkadas que promovem a auto-organização.

Nota: Dentro dos meus estudos para escrita de um livro sobre Auto-organização, eu tenho lido sobre diversos modelos de trabalho e tentativas de incorporar mudanças oganizacionais nas empresas. Com isso surgiu aos meus olhos a Sociocracia, uma idéia “maluca” de que além da revolução trazida pela Democracia Organizacional, podemos dar passos menores rumo a ambientes hierarquicos altamente colaborativos (Quem diria, mudança organizacional incremental! ). Pretendo rodar um workshop sobre o modelo e apresentar os principais conceitos.