A Lambda3 acredita que o Dia Internacional da Mulher deve ser representado como um momento de reflexão sobre as atitudes das pessoas – independente do gênero e o que podemos fazer de diferente para conquistar mais espaço e igualdade no tratamento dentro da sociedade.

Continuaremos hoje a mostrar um pedacinho da história de grandes mulheres que fizeram a diferença falando sobre Marie Curie.

Marie Skłodowska Curie, nascida em 7 de novembro de 1867 em Varsóvia na Polônia foi uma cientista naturalizada na França que conduziu diversas pesquisas pioneiras no ramo da radioatividade.  Foi a primeira mulher a ser laureada com um Prêmio Nobel e a primeira pessoa e única mulher a ganhar o prêmio duas vezes.

Em 1885, com apenas 18 anos, exercera a profissão de professora particular para filhos de famílias ricas na Polônia. O país estava dominado pelo Império Russo, era impedido de repassar sua cultura e sua língua aos jovens, mas não para Marie, que com a ajuda de sua irmã lecionou numa universidade ilegal (por desafiar as políticas da época), frequentada principalmente por mulheres proibidas de seguirem seus cursos regularmente.

Em 1891, aos 24 anos, seguiu sua irmã mais velha, Bronislawa, para estudar em Paris, cidade na qual conquistou seus diplomas e desenvolveu seu futuro trabalho científico. Apesar da cidadania francesa, Marie Curie nunca deixou sua identidade polonesa de lado. Nomeou o primeiro elemento químico que descobriu de polônio, em homenagem ao seu país de origem.

Aos 33 anos, Marie torna-se professora secundária, sendo a primeira mulher a participar do corpo docente da Universidade de Sorbonne. Suas ex-alunas contam que ela foi inovadora pois ampliou o tempo de suas aulas, levava-as para conhecer os laboratórios de pesquisa, colocava-as diante equipamentos de experimentos (o que até então era restrito apenas aos garotos) e produzia seu próprio material didático.

Marie Curie morreu aos 66 anos, em 1934, em um sanatório em Sancellemoz, na França, por conta de uma leucemia causada pela exposição a radiação ao carregar testes de rádio em seus bolsos durante a pesquisa e ao longo de seu serviço na Primeira Guerra, quando montou unidades móveis de raio-X.

A cientista fundou os Institutos Curie em Paris e Varsóvia, que até hoje são grandes centros de pesquisa médica. Durante a Primeira Guerra Mundial, fundou os primeiros centros militares no campo da radioatividade.

A família Curie ganhou um total de cinco prêmios Nobel. Marie Curie foi a primeira mulher a ser admitida como professora na Universidade de Paris. Em 1995, a cientista se tornou a primeira mulher a ser enterrada por méritos próprios no Panteão de Paris.

O seu livro “Radioactivité” (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados à Radioactividade clássica. O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi batizado em honra do Casal Curie.