A Lambda3 acredita que o Dia Internacional da Mulher deve ser representado como um momento de reflexão sobre as atitudes das pessoas – independente do gênero e o que podemos fazer de diferente para conquistar mais espaço e igualdade no tratamento dentro da sociedade. Durante esse mês iremos publicar um pedacinho da história de mulheres com um grande papel na ciência e na sociedade, que são exemplos de luta, superação e conquistas pela igualdade. Hoje falaremos um pouco sobre Ada Lovelace.

Ada Augusta King, Condessa de Lovelace nasceu em 10 de dezembro de 1815 no Reino Unido. Atualmente conhecida como Ada Lovelace era filha de Lorde Byron, a única filha legítima do escritor com sua esposa Anne Isabella.

George Byron esperava ser pai de um menino e ficou desapontado quando sua esposa deu à luz uma menina. Augusta recebeu esse nome por causa da meia-irmã de Byron, Augusta Leigh, e foi chamada de “Ada” pelo próprio pai. Pouco mais de um mês após seu nascimento, os pais de Ada se separaram a pedido de seu pai. Apesar de na época a lei inglesa favorecer o pai com a custódia total dos filhos, Byron não reinvidicou seus direitos, apenas pediu para ser informado sobre o bem estar da filha. Por conta da separação conturbada, Byron nunca mais a viu e ele morreu em em 1824, quando Ada tinha apenas oito anos de idade e ela não tinha permissão de ver um retrato de seu pai até completar vinte anos. Ada casou-se, aos 20 anos com William Lord King. King foi nomeado Conde de Lovelace in 1838, e Ada tornou-se Lady Lovelace.

Considerada a primeira programadora do mundo, Ada é reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma maquina, a máquina analítica de Charles Babbage (professor e inventor). Durante o envolvimento com esse projeto, ela desenvolveu os algoritmos que permitiriam à máquina computar os valores de funções matemáticas, além de publicar uma coleção de notas sobre a máquina analítica. Ela também desenvolveu uma visão sobre a capacidade dos computadores de irem além do mero cálculo ou processamento de números, enquanto outros, incluindo o próprio Babbage focavam apenas nessas capacidades. Sua mentalidade da “ciência poética” a levou a fazer perguntas sobre a Máquina Analítica e a examinar como os indivíduos e a sociedade se relacionam com a tecnologia como uma ferramenta de colaboração. Ada morreu aos 36 anos, vítima de um câncer no útero.

Os estudos Babbage e Lovelace permaneceram quase esquecidos, até que as anotações dela foram republicadas e se tornaram essenciais para inspirar o trabalho de Alan Turing sobre os primeiros computadores modernos na década de 1940.

Tentando realizar um sonho de uma linguagem universal, reunindo vários personagens desde a sua gestação até a sua publicação, após diversas propostas de desenvolvimento, várias revisões de especificações, em 1982, em homenagem a Condessa Ada Lovelace, surgiu Ada®, uma linguagem de programação patrocinada pelo Departamento de Defesa dos EUA, que teve uma base de Cobol e Basic e que anos mais tarde serviria de base para o Ruby.

 

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